Coração sangra.
Vontade de arrancar do peito esse coração.
De não sentir mais nada.
De viver com um vazio dentro do peito.
Mas meu coração sangra.
Sangra, grita, chora. Sente saudade.
Saudade do impossível.
Do irreal.
Do que nunca vai existir.
Daquilo que o encheu de esperança e depois o acertou com uma flecha no peito.
Do sonho de amor, do melhor beijo, da vida que existia ali.
Agora é só tristeza. Só tristeza e saudade.
Ah quem dera que não houvesse no peito um coração.
Batendo, pulsando.
Mas há. E ele sangra. Grita. Chora. E sente saudade.
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